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de Alfredo d’ Escragnolle Taunay, disponível na Biblioteca Virtual do Senado Federal do Brasil.
MODELO PARA TRABALHOS ACADÊMICOS (TCC)

Desta forma, tornou-se imprescindível ao governo imperial dar início à preparação de uma tropa com o sugestivo nome de Corpo de Voluntários da Pátria, tendo aqueles bravos homens e mulheres partido por terras de São Vicente e Santo Amaro no dia 2 de abril de 1865, em pequeno número de voluntários, para alcançar a região do povoado de Miranda em 17 de setembro de 1866, após marcharem num arco envolvente cruzando as terras dos atuais estados de São Paulo, Minas Gerais e Goiás, com a finalidade de abordar o Mato Grosso pelo Norte e , assim, conter a invasão paraguaia sobre as terras e as águas do exuberante Pantanal, com a seguinte justificativa:
A ordem seguinte foi rumar para o Sul e alcançar Miranda[6], ocupada por tropas paraguaias. O Cel Galvão, por ordem do governo imperial assumiu o comando da tropa, à qual foi submetida, desde o início às privações de um vasto território pouco habitado, além de epidemia climática, perdendo inclusive o seu primeiro comandante. Em Miranda, a 1º de janeiro de 1867, quase dois anos decorridos desde a partida dos militares de carreira do Rio de Janeiro para Santos, o coronel Carlos de Moraes Camisão, foi “nomeado pela presidencia de Mato Grosso para assumiu o commando destes malaventurados a quem só profundo sentimento de disciplina pudera conter até então sob as bandeiras” (TAUNAY, 1874, p. 19). O corpo de exército permaneceu entre 17 de setembro de 1866 e 11 de janeiro de 1867 reorganizando a tropa pouco homogênea, muitas enfermidades e falta de suprimentos para rumar para o Sul.